“Essa ciranda não é minha só, É de todas nós, É de todos nós,
A melodia principal quem tira, É a primeira voz,
Pra se dançar ciranda, Juntamos mão com mão, Fazendo uma roda,
Cantando essa canção” (Capiba)
É da idéia (ou da metáfora) de ciranda como ajuntamento de gente em busca de ajustar os passos para cirandar as alegrias e os enfrentamentos – que vão fazendo de cada gente, gentes, ou em outras palavras sujeitos individuais em sujeitos coletivos – que se alimenta essa seção.
Por isso, esse espaço, destinado aos sujeitos que têm cotidianamente realizado a movimentação social para construir possibilidades reais para o estabelecimento de uma sociedade (e uma zona costeira) radicalmente justa e democrática.
Isso porque quando pensamos a Zona Costeira a partir do que é afirmação e resistência, a imagem projetada é a de uma grande ciranda, diversa, plural e melódica; cujos sons, em seus diferentes tons e temas, se encontram para anunciar utopias e projetos políticos que questionam o que é estabelecido como destino para Zona Costeira pela ação estatal/empresarial e reivindicam um lugar de sujeito para as comunidades tradicionais e os movimentos sociais na nomeação do mundo e de como nele queremos viver.
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