26 de abril de 2012
Grupos ambientalistas e comunidades denunciam o processo de construção das diretrizes de certificação da aquicultura de camarão impulsionado pela WWF
A WWF investiu quatro anos e gastou pelo menos US$ 2 milhões para desenvolver estas diretrizes sem a participação dos interessados e das comunidades afetadas pela indústria do camarão ou das organizações sociais que apoiam estas comunidades. As normas propostas perpetuam o modelo insustentável e destrutivo da aquicultura industrial. Estudos recentes comprovam que os sistemas de certificação da carcinicultura já desenvolvidos na América Latina não têm demonstrado qualquer mudança na lógica degradante desta indústria, ou na relação das injustiças ambientais estabelecidas com os territórios e as populações que vivem dos manguezais. Por outro lado, estes sistemas visam legitimar uma atividade que representa uma séria ameaça para os ecossistemas e as comunidades costeiras dos países do sul. Da mesma forma, WWF pretende “maquiar” uma indústria corrupta e insustentável por meio da certificação", diz Luciana Queiroz da Redmanglar internacional, uma rede de 254 organizações em 10 países da América Latina.
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