27 de maio de 2011
Saúde de vizinhos deve ser monitorada por até 20 anos
Os moradores vizinhos da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (RJ), que apresentaram problemas de saúde devem ficar sob vigilância permanente. As atividades da Companhia estão contaminando o ar, o que prejudica a saúde da população. A recomendação foi feita por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (24).
O laudo que atestou o estado clínico de sete pacientes sugere que eles continuem sendo monitorados por até 20 anos, depois de saírem da exposição à fuligem emitida no ar pela CSA. Os impactos mais comuns na saúde são a falta de ar, sinusite, asma, alergias e, em casos mais graves, o risco de câncer.
Para a Fiocruz há evidências de que a poluição do ar no entorno da CSA seja resultado de uma mistura de metais tóxicos. A entidade também alerta que os moradores têm uma série de direitos violados. Além disso, estão sofrendo com alagamentos que iniciaram depois de um desvio feito no Canal de São Fernando, durante a instalação da siderúrgica.
No início deste mês a Secretaria Estadual de Meio Ambiente embargou a obra de ampliação da CSA. As obras iriam aumentar a capacidade de produção de um derivado de carvão mineral. Desde agosto do último ano, a siderúrgica recebeu multas que, somadas, passam de R$ 2,5 milhões.

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