24 de agosto de 2011
Diga não a carcinicultura! Organização Popular de Aracati apoia comunidade na luta pela vida no planeta.
Nesta quarta-feira 24/08, a partir das 10h , aconteceu uma audiência Pública na comunidade de Tábua no município de Aracati para tratar sobre tema “instalação de uma fazenda de carcinicultura na região”. O líder comunitário da comunidade de Cumbe em Aracati, professor João Luís Joventino convocou a todos os envolvidos e representantes das comunidades circunvizinhas a colaboração e participação de todos nessa audiência. A luta pela vida contra a negação de direitos é urgente e não dispensa ninguém, neste intuito a OPA – Organização Popular de Aracati se fará presente em apoio à causa que será abordada na referida Audiência Publica de Tábua amanhã 24. (Continue lendo...)
O professor Jeovah Meireles foi convidado a participar do evento mas justificou que não pôde participar da audiência pública sobre mais uma atividade de carcinicultura no vale do Jaguaribe. Jeovah tem apoiado às comunidades na luta contra os danos socioambientais desta atividade onde na maioria das vezes tem registrado os conflitos associados à degradação do ecossistema manguezal e da qualidade de vida das comunidades de pescadores, marisqueiras, camponeses ribeirinhos, entre outras.
Através de e-mail ao líder comunitário de Cumbe João Luis, Jeovah Meireles declarou, “Creio ser importante você evidenciar as relações suas e das demais comunidades litorâneas com, as redes estaduais, nacionais e internacionais - FORCEMA, FDZCC, RENAP, REDMANGLAR, REDE MANGUEMAR BRASIL, REDE BRASILEIRA DE JUSTIÇA AMBIENTAL, GT de COMBATE RACISMO AMBIENTAL, REALCE, FRENTE CEARENSE POR UMA NOVO CULTURA DA ÁGUA E CONTRA A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO - que denunciam estas atividades que trazem danos aos territórios dos povos e comunidades tradicionais”. Finalizou.
Também pela sua experiência Jeovah Meireles alerta que, “membros das comunidades fiquem atentos aos mapas que os consultores irão mostrar além perceberem como foram as relações dos degradadores com as mesmas além de observar as promessas como instrumentos de convencimento e identificar quais instituições envolvidas no processo de licenciamento”.
“É fundamental os líderes das comunidades e do movimento colocarem em prática os resultados dos estudos definidos já realizados, pois, é comum a falácia da geração de emprego e renda!” Com essas informações e as posições dos carcinicultores, a comunidade pode realizar articulações para aprofundar as análises sobre os danos socioambientais à comunidade de Tábua e assim, junto com as redes, realizar demandas junto aos ministérios públicos e IBAMA. Finalizou.


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