25 de abril de 2012
“Vamos tocar na terra e sentir os lamentos das famílias expulsas para a instalação do latifúndio. É dessa terra onde mataram José Maria que sobe nosso grito de justiça e esperança, grito do povo da Chapada, do Ceará, do Brasil e do Mundo”. Com essas palavras, ditas pelo Padre Júnior, da Cáritas Diocesana de Limoeiro, iniciaram as homenagens ao agricultor José Maria do Tomé, assassinado há dois anos, na Chapada do Apodi em Limoeiro do Norte, por denunciar a os impactos do uso indiscriminado de agrotóxicos na região. Para lembrar sua memória e denunciar a impunidade do assassinato, estiveram reunidos na tarde de 21 de abril – em frente ao cruzeiro que marca o local no qual Zé Maria levou 25 tiros, em uma das estradas de acesso a comunidade do Tomé, onde vivia com sua família – moradores/as, representantes das pastorais sociais, do Movimento dos Trabalhadores/as Rurais Sem Terra (MST), pesquisadores, estudantes e militantes de direitos humanos. O inquérito sobre o caso já dura dois anos e ninguém foi indiciado.
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